Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Desunião fabricada


Vocês se lembram daquela frase "Povo unido jamais será vencido", que transmitia a força representada pela união popular? Pois, hoje, temos um governo que anda no sentido inverso: a desunião.




Luís Inácio se fez conhecido como o sindicalista que berrava em defesa dos trabalhadores. O tempo passou, o ex-metalúrgico sofreu uma daquelas suas metamorfoses e virou presidente da República.

Nos restou, assim, um presidente que teve bastante tempo para perceber o poder das palavras junto às multidões. Aliás, ele nunca aprendeu nada além disso desde que nasceu, além dos ensinos no curso técnico financiado pela empresa Villares e que lhe garantiu uma aposentadoria prematura por causa de um simples dedo mindinho cortado numa das máquinas da fábrica. E tal 'desastre' é mais um motivo para se fazer de sofredor diante dos ingênuos: não tenho o dedinho, não tenho instrução, sou um pobre coitado que trabalha pelos interesses dos meus injustiçados eleitores.

Nosso país é bem interessante. Há pessoas surdas, sem braço ou perna, mas que trabalham para sustentar a família. Porém, para o nosso governante, a falta de um pequeno dedinho só lhe permite trabalhar como político. Até dá para entender, pois a classe a que ele pertence precisa apenas da língua para falar e de uma maleta para acumular o que arrecada desonestamente .


Luís Inácio deixou de representar a classe dos trabalhadores há décadas, mas continua cuspindo a mesma oratória em público, como se ainda fosse aquele jovem rapaz de antanho. Nosso presidente não sobrevive sem discursar diante de claques encomedadas e povo muito bem direcionado aos interesses do orador.


Luís Inácio promove a desunião do povo que manipula para se firmar. Os brasileiros vêm sendo divididos em pelo menos seis partes, onde umas são colocadas contra as outras, mas nem percebem.

- I -

Sob a aparência de defensor dos 'pobres e oprimidos' vemos o Grande Pai colocar os empregados contra os empregadores que garantem seus salários. Não como fazia na época de sindicalista, porque agora o objetivo é outro. Enquanto suga os empresários, os aponta como culpados pelas dificuldades que os assalariados enfrentam. É preciso jogar nas costas dos outros o resultado do seu descaso e deboche.

- II –

Negros contra brancos é outra separação oportunista: Luís Inácio insiste na existência do preconceito contra os negros, num país onde poucos são brancos de fato.

Viver falando nos negros e lembrando que existem dois tons de pele no país é evidenciar sua diferença. No Brasil não existem brancos e negros, existem apenas brasileiros. Um exemplo do comportamento vil da governança que está aí - ou melhor, está lá em Brasília - é a cota para negros nas universidades. Hipocrisia e escárnio sob a capa de bondade social, que pode ser considerada preconceito contra os brancos.

Ridícula a crença de que todos devem freqüentar uma universidade. Já imaginaram um mundo em que só houvesse dotô? Toda profissão merece respeito e seria muito mais útil a criação de Escolas Técnicas e a divulgação de sua importância. A falta de condições de passar num vestibular se deve à inexistência de escolas que ofereçam estudo básico decente, o que é obrigação do governo.
.
Como o ex-metalúrgico pode explicar que berra desde l977, já foi deputado federal sem apresentar uma única proposta, se aproveita das benesses presidenciais há seis anos e até agora não fez absolutamente nada, a não ser conchavos políticos ? Ah! Vão dizer que faz muito em defesa do povo com a distribuição de bolsas! Porém, isto é vergonhoso, pois significa dar migalhas aos mal remunerados, quando deveria é dar a eles uma vida digna, com bons empregos e salários decentes, como ele mesmo pregava em sua época de sindicalista.


- III -

Trabalhador contra a classe média, que também trabalha. De todas as maquinações lulistas esta é das mais indigestas, pois induz a população mais pobre a ver, distorcidamente, a classe média como elite. A trapaça tem sido tão bem feita que, se perguntarem a eles quem é elite, certamente vão apontar qualquer um que esteja apenas mais bem vestido, tenha um bom carro ou more num bom lugar melhor... e às custas do seu próprio esforço.

A enganação maldosa de Luís Inácio provoca, naqueles que têm baixo salário, uma revolta injusta contra a classe média. Pela insistência de seu falatório - idiotizado para quem tem alguma instrução, e comovente para os desinformados – a palavra elite vem sendo erradamente direcionada. O próprio Luís Inácio pertence à elite, mas não àquela que lucra com o trabalho de suas grandes empresas, mas àquela que, ao invés de representar os interesses dos brasileiros, ROUBA o que eles pagam de impostos.

Para enganar e dominar é necessário um povo ignorante,

dependente de migalhas.

A fraqueza e a desunião colocam o povo nas mãos dos autoritários.

publicado por vergonha-nacional às 03:41
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